Você sabe o que é no-holders? Equipe jurídica compartilha lições aprendidas no Congresso IBGC

Você possivelmente já ouviu falar em stakeholders, mas e em no-holders? Conhece esse termo? Outra pergunta: sabia que diversidade & inclusão e saúde mental estão sendo tratadas pela alta liderança das empresas, no nível do conselho de administração? Mais uma: está ligado que a imagem de uma organização pode valer até mais que seu patrimônio físico? 

Todas essas pautas foram destaque no 24º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Também são assuntos que a gerente jurídica das empresas do Grupo, Fernanda Brum, e as analistas jurídicas Marcela Baccaro e Flávia Tavares querem compartilhar com você neste conteúdo. As três colaboradoras participaram presencialmente, como inscritas, do evento, que ocorreu em São Paulo nos dias 17 e 18 de outubro.

Fernanda informa que esta edição teve como tema central “Governança em rede: conectando stakeholders”. Stakeholders, para lembrar, são as partes interessadas, os grupos cujas opiniões são importantes para uma organização, como seus clientes, colaboradores e comunidades do entorno. E agora, os olhares se voltam também para os no-holders, explica ela. São pessoas que estão fora desse ecossistema, mas que também passam a ter relevância em suas percepções e participações sobre o negócio.  

Essa realidade foi o foco do painel “Olhando para o final da cadeia: os “no-holders“’, que trouxe a história daMeuChapa”,  plataforma digital que faz a conexão de empresas com profissionais de carga e descarga cadastrados na ferramenta.

“Este foi um exemplo prático trazido. No caso, os no-holders são profissionais autônomos, os chapas que prestam serviços pontuais para uma empresa. Um desses trabalhadores deu seu depoimento durante o evento dizendo como a plataforma mudou a vida dele”, acrescenta Marcela.

Fernanda, Marcela e Flávia também mencionaram a diversidade observada no grupo de pessoas que comandam os painéis e palestras, algo que chamou bastante atenção e está alinhado à agenda ESG. “Havia muitas mulheres nos debates, foi muito diverso. Muitas mulheres deram sua percepção sobre como é atuar em conselho de administração. Falaram sobre como elas atuam e como se sentem. O nível do debate foi bem alto”, complementa Fernanda.

Outra questão abordada foi sobre como a imagem e a reputação têm mais valor de mercado para uma empresa do que seu patrimônio, e isso está atrelado a vários fatores, sobretudo com a maneira como esse negócio se vincula ao seu público e aos seus colaboradores. 

Na ponta espinhosa desse quadro, há empresas sendo “canceladas” por não estabelecerem essa conexão, sem gerar sensação de pertencimento em quem lá trabalha em razão de suas práticas. No extremo mais responsável, há organizações que conseguem entender essa “pegada” social e sustentável em suas condutas de governança. Por tudo isso, pautas como síndrome de burnout, diversão e inclusão são assuntos que devem ser tratados no âmbito do conselho de administração, com status de prioridade, sublinha Fernanda, ao mencionar uma das questões defendidas pelos palestrantes. 

“Uma empresa com propósito social gera orgulho no funcionário. Propósito foi algo muito falado também. Hoje, não é só geração de trabalho e lucro que é visado. Você tem de estar entendendo quem está atingindo e fazer um trabalho para tornar a sociedade menos desigual e mais inclusiva”, destaca a gerente.

Marcela compartilha da mesma visão: “Voltamos desse congresso com um olhar mais apurado. A gente percebe que todo mundo é importante, e que todas as partes são importantes para construção de uma empresa”.

As colaboradoras são gratas pela oportunidade de adquirir mais conhecimento. “Foi muito agregador. Gostei muito das palestras iniciais do primeiro dia, que falaram da teoria dos stakeholders. Podemos aplicar os conhecimentos na nossa empresa. Foi compensador.  A forma que nos locomovemos até o evento também foi levada em conta. A organização decidiu fazer a compensação do carbono emitido nas viagens de cada um até o evento. Uma incrível programação”, avalia Flávia. 

Publicado por KICK

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